“Sabia que sua imediata obrigação era o sonho” - Jorge Luis Borges
Há quem sonhe em fazer um gol no maracanã, algumas sonham com uma grande festa de casamento. Outros com uma bicicleta de Natal. Eu sonhei minha vida inteira com hoje, ontem, amanhã e há alguns meses vivo o sonho. Como nunca o fiz antes vou com muito zelo e calma.
Atenta a cada rua, vinho, jardim e pintura de tirar o fôlego.
Sim! Eu suspiro como um personagem romântico.
Paris, je t’aime! E ela a mim!
Sempre paro meio ao compasso frenético dos parisienses e dou um giro de 360 graus lentamente, respiro fundo como quem deseja ser tudo e sentir tudo que há. Uso minha vida parisiense como quem não tira o jeans preferido.
De repente cá estou em passos rápidos pelas escadas rolantes do metrô, porque depois das oito e meia o coletivo preferido fica a lá Central do Brasil, com um figurino bem diferente, porém igualmente abarrotado.
Afirmo, eu moro aqui.
Outro sintoma de como estou colonizada é a baguete, quando me dou conta já estou comendo pelas ruas e praças! (Dica: as do PAUL são as melhores!)
Cruzo a Place de la Concorde em direção ao Musée d'Orsay , Mercedes e Mini Coopers engarrafados, vento frio e chove. Tenho certeza que cumpro meu fabuloso destino. Chuva é uma especialidade minha, a de Paris é bem gelada como um espumante para dias de festa!
Depois das telas de Monet, minha paisagem preferida é a vida que passa nas calçadas dos cafés; Executivos com seus ternos alinhados,bolsas Chanel pendendo,parisienses e suas botas de cano altíssimo, turista japonês e seus cordões Canon, moradores de rua com seus cachorros e garrafas de vinho, idosinhas elegantes, adolescentes e seus fones de ouvido gigantes e brasileira feliz com um simples chocolate quente no Café de Flore.
E de tanto observar toda gente, penso que Paris é mágica muito por causa de tanto sonho que circula entre esses prédios monumentais.




















