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Nossos protagonistas são do tipo de jovens que se acham incríveis, únicos, não é arrogância, eles verdadeiramente o são, um para o outro. Tanta afinidade que não há outra opção se não horas intermináveis de conversa, aquela vontade de levar junto em determinadas cenas do cotidiano para poder rir e aproveitar duas vidas em uma.
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Entre beijos, perfumes, cabelos e abraços conhecem tanto um do outro que algumas coisas horríveis devem ser ditas e magoadas. Imprescindível nessa história é confundir todos os sentimentos, porque são personagens de ficção, porém sentem como poucos. Fiquem atentos, quando um corta a fala do outro, é como se o outro fosse um.
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É ela que entende sem ele precisar explicar. É ele, que sempre desperta o interesse dela. Não fosse o samba, poderiam ser húngaros. Eles falam como personagens de filme europeu, o roteiro é bom como um seriado americano e se exibem como perfil online. Vão destilar por aqui, toda semana, aquela vontade de perder a paz por alguém, o dom de iludir e um carinho incontrolável.
[Aproveitem a leitura, sigam o conto amoroso e adorem o casal que vem a seguir!]
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- Oi! Canalha!
- Tá vendo a recepção que eu tenho?
Ligo pra dizer que você invade meus sonhos e você nem me deixa respirar...
Me chama de canalha de cara.
- Será que dava para parar de inventar desculpa pra me ligar?
- Como é prepotente...
- Desculpa! Conta do sonho, meu adorável canalha! O que eu estava vestindo? Um Dior?
- Estávamos na Rússia, muita neve, vodka e você não vestia nada não!
A neve branca, nós dois brancos, e uma branquinha...
Só faltou o álbum branco dos Beatles... Mas eu me esqueci de sonhar isso.
- Um inverno russo e eu pelada?!
- Acha que eu te ligaria pra contar de um sonho que você estava vestida?!
Telefone anda caro...
- Mudando radicalmente de assunto.
Hoje tive vontade de ter um filho.
Estranho... Isso nunca tinha me acontecido antes.
- Eu posso te fazer um filho. Só chegar! Não esquece a cerveja.
- Eu quero ter um filho!
Não colocar no mundo uma criaturinha neurótica, hiperativa, indecisa e linda.
- O que seria uma junção nossa. O linda é da minha parte, claro!
- Claro. Porque o neurótico que ama Woody Allen aqui sou eu?
- Não. Você não tem paciência para alcançar Woody Allen.
- Não tenho saco pro Woody Allen, é diferente.
- Lá estava eu, no elevador.
Entraram um cara e um menininho de 6 anos que perguntava quem era Paul McCartney.
O pai abaixo, começou a contar que existiu uma banda chamada Beatles...
Cantarolou help tão lindamente sem ritmo...
Foi aí.
Eu quero ter um filho, preciso contar essa história em primeira mão pra um dos meus.
Simples assim.
- Elevadores são bons! Já peguei metade das calouras de psicologia no elevador.
- Conta! E eu aqui perdendo tempo falando em filho, rock inglês dos anos 60. Desculpa.
Conta! Quem? Quantas? Mas eu gosto dos detalhes sórdidos, você sabe.
- Que você gosta de detalhes sórdidos eu sei, mas to exagerando...
- Eu sei que está. Mas conta. Porque não vou conseguir dormir tão cedo hoje.
- O elevador é ponto de encontro, fica todo mundo ali se encostando...
Qualquer piada é engraçada, as coisas ficam mais... assim... Fáceis!
- Que engraçado! Homens e mulheres continuam pegando elevadores diferentes.
Revolução sexual, mulheres poderosas no mercado de trabalho e toda essa liberdade.
Todo mundo é de todo mundo. Mas continuamos pegando elevadores diferentes.
- Pegar elevador diferente significa estar em lugares diferentes querendo fazer a mesma
coisa. Há sempre uma cobertura ou uma escada de serviço para juntar os gêneros...
No bom e velho amor.
- Ah! O bom é velho amor, sempre salva! Repetem os apaixonados. Ainda bem!
- Sexo também junta os gêneros! Geralmente entre o sexto e o sétimo andar.
- Boa Canalha!

11 comentários:
oi, achei muito lindo o texto e postei um texto no meu tumblr dando os devidos creditos, qualquer coisa se você não gostar é só pedipra ptirar
http://tinyurl.com/4b6ljdu
Linda, arrasou!!!
Eu tb quero ter um filho!!!
E tem razão amor e sexo sempre salvam...
Te amo com todo meu orgulho
O título deveria ser : A PAIXÃO.
Lindo texto.Estou muito orgulhosa como sempre.
Mãe, paixão não existe. É coisa de novela mexicana!
Fico na dúvida de quem eu gosto mais, dele ou dela!!! :)
Isso é um monólogo. Só há uma pessoa com mil personalidades e sentimentos fervilhantes ali. Na realidade quem eu queria ser. Ou o ser que quero para mim. Tanto faz. Isso é uma história ou uma estória? Há uma linha muito tênue entre o amor e a ficção. Na realidade, não há nada que os separe. Ainda bem, porque o amor não teria tanta graça se não pudesse ser semeado pelo mundo afora, para milhares de corações aflitos, tão carentes e pobres desse sentimento.
Concordo com a Ester, há UMA SÓ PESSOA! Mas diga pra Aninha gostar mais dele! Ela pisca muito, bate muito o pé e liga pouco...
Embora os dois sejam o mesmo, ou a mesma! Separa a praticidade dele da burocracia sentimental dela!
Parabéns, Karolzinha...
Essa sua ficção ficou bem real, me senti dentro dela.
Beijo, escritora.
Muito complexo.
Quem é Paul McCartney?
É tão desconcertante gostar dos dois... incrivelmente complicados!
bjoks
só digo ums coisa...
não leve os personagens p/ cama, pode acabar sendo fatal!
Mas meu caro Mario, a burocracia é um charme das mocinhas! aninha é óóóótema!
Karolices, minha flor, estou ansiosa pelos próximos capítulos! ótima fase de roteiros aqui no blog!
Simplesmente amei o texto. Parabéns Karolzinha, mais uma vez arrasando!! =**
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