domingo, 28 de agosto de 2011

Show me from behind the wall I





Então quer dizer que essa mesa de centro foi presente da sua avó austríaca?! E da onde vem esse batuque todo?! E esse gingado de fevereiro eterno?! A garota muda de look e decide mudar de vida. Vai correndo atrás do bar, atravessa os “sinuqueiros”, um gole do quente mais vadio e uma foto nova. Destino!

Nascendo um sol dentro dela decidiu não ser sincera debaixo dos edredons, moça estranha! Já pressupomos que ela sempre foi assim, mas não é bem essa a história... Resolveu abraçar o mundo com o coração depois que esqueceu que rapazes não funcionam como as canções. E quando ela deixa o leme à deriva, ela vai pra qualquer lugar, e qualquer lugar está bom. Decisão!

Tatuagens, piscadas, porres, morro, mar e às vezes faculdade pra encontrar os amigos e ficar de paisagem pros cabeludos tocando oboé, cansou do padrão e só quer alguém pra esquentar os ouvidos quando ela trocar o sol dentro dela por uma noite fria! Ela tem meia hora de suor pra esquecer que é sozinha. Opção!

E ela segue assim, classifica os acontecimentos da vida em destino, decisão e opção que é para não confundir o batuque com o mundo, enquanto oferece uma canção para cada cara que passa pelo seu sorriso e sua cama.

Do tipo que não atende no dia seguinte, aprendeu: canalha que te chama de meu amor e sambista de minha branca, se trata de vício de linguagem para não confundir os quase amores. E quem vai julgar vícios e cantadas em série em nome de voracidades e inspirações por uma hora?

Apaga mensagens, deleta históricos e rasgaria cartas, se cartas ainda fossem enviadas. Tudo isso para eliminar vestígios de sentimentalidades, racionar amor e manter o respeito entre os “sinuqueiros”.  É porque ela ainda procura o tal cara que vai recolher os versos que deixa pela calçada ensolarada.

Aprendeu em uma era pré Facebook que a ilusão é algo doce demais para se recusar, certo parceiro?!  Mas foi com o primeiro namoradinho que entendeu: se não foi importante por mais de três meses é porque nunca foi algo real. E trabalha, vive, paga contas, faz login, cineminha, desiste, night de sexta, ressaca e tudo isso sempre preferindo beber na garrafa à taças de cristal.


                                             [Continua...]




-Texto a quatro mãos por moi e rapaz Mario

6 comentários:

Mario. disse...

Continua...

Aninha disse...

Adorei!!!!!!!!!!!!
Que moça essa de vocês... e o melhor é que continua!

Neusa Silva Vaz disse...

Oi Karol!!!

Tudo bem???

Adorei seu blog, muito inspirador!!!

Texto maravilhoso, adoro ler!!!

Bjinhos e tenha um lindo dia!!!

Juliana Leite disse...

bem q vc podia colocar mais uma mãozinha ai, hein?! tipo uma mão de uma revisora, né não?!rsrs
lindo texto! lindo encontro!
mais textos a quatro mãos, por favor!!

devaneios tolos disse...

Geralmente continua mesmo.

E o comentário geral é até quando não ser sincera debaixo dos edredons vai durar certo cara?

Flores.

Jéssica, a antropofágica disse...

Há sempre algo dentr da gente que pede coisas assim quando o coração é machucado.
Me vi nesse texto, mas um pouco mais melancólica, tavez...
Gostei muito, aguardo o restante.
=)
Beijos