terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Amor em 4 Tempos




- Acho que estou apaixonado e não é por você não. Fica calma!
  Estou apaixonado por esse seu queixo, desse ângulo fica perfeito e quando ele encontra o sorriso.
  Para de fazer careta! Levanta um pouco! É lindo!
- Você está me chamando de queixuda!
- E é por isso que eu só sou apaixonado pelo seu queixo e não por você. Queixudinha irritante!


***

- Então, de você eu meio que curto, mas gostar, gostar mesmo, eu gosto do seu abraço.
  Digo... Seu braço, dessa veia do seu braço. Vem cá!
  É que às vezes, poderia escrever o meu melhor texto de amor bem aqui, começando no pulso e subindo...
  É confortável e seguro.


***

- Eu não quero mais você com essa saia curta!
- Eu não quero você escrevendo nada sobre mim, nenhum verso, parágrafo ou uma crônica. Jamais!
- Por quê?
- Você é bonito, mas você é péssimo com vírgulas e a “regra dos porquês”!


***

- Eu não estou forçando uma DR... Por que não mais?
- Eu não gosto do fácil, do cômodo, não é você, sou eu e todos os clichês juntos.
  É algum tipo de vício na vertigem. Entende?
- Claro que não!
- Eu sou uma mulher procurando um amor ridículo, inconveniente, coração disparado a cada mensagem.
  Eu não acredito em quase nada nessa vida...
  Mas eu acredito em borboletas na barriga e perna bamba ao ver o sorriso do outro.
  Desculpa! E infelizmente esse amor não está no rapaz mais legal dos últimos tempos da minha vida.
- Que merda! Então, é como um daqueles primeiros emails que você me mandou.
 “A vida é muito curta para quase amores”.
  Demorei, mas entendi. O alerta de cuidado, também entendi agora.
- Eu sou legal, juro!
- Não, o encontro do seu queixo com o seu sorriso é legal. 
  Você... Você corre lá para sua vertigem, mas sem covardia!


1 comentários:

Gabriel disse...

Porra, meu irmão!